A maldição dos gatos pretos na cancha do Racing Club

A incrível história que envolve superstição e terror

A superstição faz parte do folclore que rodeia o futebol, são história que envolvem o lado lúdico do esporte, e essa do racing é uma das mais inusitadas

Avellaneda é uma cidade argentina, localizada na província de Buenos Aires, nela estão dois dos times de maior rivalidade na América do Sul: Racing e Independiente que mantém ao longo de suas histórias a chama da “hostilidade” sempre acessa.

O Racing foi o primeiro clube argentino a conquistar a Copa Libertadores em 1967 diante do Nacional-URU.

Ainda naquele ano “La Academia” faturou também o Mundial Interclubes contra o Celtic-ESC, então campeão da Europa, num jogo de desempate disputado em Montevideo.

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O time campeão da libertadores e mundial

Desde de então o Racing Club mergulhou numa seca histórica sem títulos.

Os torcedores e dirigentes não sabiam o que estava acontecendo com o clube, começaram então a questionar sobre uma possível maldição envolvendo o primeiro campeão mundial argentino.

 

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Conta a lenda que o jardineiro do Racing era torcedor do rival Independiente, e que ele permitiu a entrada de torcedores do “Rojo” no Cilindro, estádio do Racing, para que estes enterrassem sete gatos mortos. A partir dali começava a maldição contra “El primer grande”.

Alfio Basile, folclórico treinador argentino foi o primeiro a falar sobre uma possível maldição envolvendo o estádio.

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Alfio Basile o primeiro homem que “identificou a maldição”

Na década de 80 alguns torcedores cansados de seguidos insucessos organizaram um movimento para desenterrar os gatos de seu estádio, no entanto a “exumação” só rendeu aos torcedores encontrarem seis gatos, restava um.

Até que finalmente, em 1998, o presidente do clube organizou outra varredura no local, desta vez foi removida toda a terra do espaço e encontrado os restos do última gato.

Depois disso, houve uma missa e uma série de ritos no Cilindro, um padre chegou a ser contratado para jogar água benta no estádio, a cada “benzida” no local a torcida reagia como se tivesse comemorando um gol, de acordo com a lenda, tudo isso ajudou o clube a voltar a ser campeão.

O fim da maldição

Em 2001 a Argentina estava afundada numa crise econômica que parecia não ter, todos os seguimentos do país foram afetados pela crise e o futebol não ficou de fora disso, foi então que o Racing montou uma equipe modesta, porém, muito aguerrida e que contava com um jovem atacante que depois virou um dos maiores ídolos da histórias do clube, Diego Milito.

O atacante  foi um dos principais nomes da campanha e levou a equipe a conquistar um título 34 anos após a “terrível maldição” enterrada nas profundezas do Cilindro.

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A equipe de 2001 liderada pelo jovem Diego Milito

 

A histórica campanha da quebra do tabu que assolava “El Cilindro”

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