A “periferia” do futebol se aproximou da “elite”?

Jogadores de futebol de centros diferentes parecem não sentir a diferença

Com o mercado do futebol cada vez mais aberto, os jogadores ganharam um leque de opções para se transferir e se valorizar.

O futebol brasileiro sempre sofreu com o êxodo de seus jogadores para a Europa ou mundo árabe.

Muitos dos jogadores que iam para centros fora do eixo como Ucrânia, Rússia ou Turquia, por exemplo, ficavam de fora dos planos de quem comandava a Seleção Brasileira.

Recentemente, a China resolveu investir pesado no seu futebol e começou a contratar jogadores com cifras fora da realidade, principalmente pelos nomes investidos.

Jogadores medianos passaram a ser supervalorizados e bons nomes tiveram no país asiático a forma de fazer o famoso “pé de meia”.

O futebol chinês bateu o recorde em transações de jogadores – foram contratados 173 atletas e o investimento chegou a aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

O olho do chefe

Com Tite no comando técnico da Seleção Brasileira vários jogadores estão tendo a oportunidade de voltar a vestir a camisa mais pesada do futebol mundial.

Primeiramente, nomes como os de Paulinho, Renato Augusto e Gil eram lembrados por serem homens de confiança do treinador.

Porém, na última convocação, com a chamada de Diego Tardelli, o questionamento voltou a tona. Será que a China vem evoluindo a esse ponto?

O desempenho dos três citados com a camisa da Seleção não deixa a desejar, mas o principal motivo era por renderem na mão de Tite independente do momento vivido dentro das quatro linhas.

A desconfiança com jogadores que atuam em uma das maiores potências econômicas do mundo vem diminuindo, principalmente por conta de Paulinho.

A pergunta que fica no ar é: será que o futebol ficou tão parecido a esse ponto em que os jogadores não sentem a diferença de desempenho atuando ao lado dos chineses ou Messi?

O mérito é exclusivamente do Paulinho ou outros atletas podem rumar para os grandes centros com a mesma tranquilidade?

São questões que ainda ficam abertas, mas que vem transformando esse paradigma entre periferia e elite no futebol.

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