O que a reforma trabalhista pode mudar no futebol?

Entenda um pouco sobre o impacto da reforma no mundo da bola

No dia 11 de novembro de 2017, entrou em vigor a Reforma Trabalhista. Ela trouxe mudanças que vão impactar diretamente a operação das empresas brasileiras, inclusive os clubes de futebol.

Basicamente, a reforma consiste no impacto em novos contratos de trabalho que venham a ser feitos na relação com os sindicatos e também nas negociações com os funcionários atuais.

Para os empresários, a flexibilização das formas de negociação foi o maior beneficio, mas o problema enfrentado nesse aspecto é na falta de cumplicidade entre patrão e funcionário.
No Brasil, a precariedade e a disparidade entre chefe e colaborador, geralmente, é desleal e muito grande. Como em todas as esferas da sociedade tupiniquim.
A reforma tem boas ideias, porém, para beneficiar a grande parcela da população é preciso bem mais que customizações de contratos.

No cenário futebolístico

No futebol, os salários de muitos jogadores são divididos entre imagem e na carteira de trabalho. Essa medida visa diminuir o pagamento de imposto do clube e para que o atleta seja descontado só numa parte do seu ganho.
Traduzindo, se um jogador X ganha R$ 2 milhões de reais, R$ 1 milhão de imagem mais R$ 1 milhão em carteira, ele pagaria pelo lucro presumido cerca de R$ 195 mil. Com a nova reforma, o valor sobe para quase R$ 540 mil. Dessa forma, os clubes teriam mais dificuldades de manter os jogadores diante de seus atuais salários.
Com a temporada 2017 se encerrando e as negociações para renovação ou contratação de atletas já em vigor, os clubes devem ter atenção especial com as mudanças, além de ter que lidar com o possível êxodo (ainda mais) dos atletas para outros países.

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