Brasil e Alemanha se enfrentam depois dos 7 a 1 na Copa do Mundo em 2014

Embora ninguém pense no jogo como uma vingança, o choque é visto no Brasil como um teste psicológico fundamental para a nova equipe de Tite, que terá apenas um jogador entre os onze que sofreram a humilhação no Mineirão.

No dia 8 de julho de 2014, a página mais triste do futebol brasileiro foi escrita. Naquele dia, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari foi o protagonista do placar que provavelmente se tornou o mais famoso de todos os tempos, e um dos mais catastróficos da história das Copas do Mundo.

Desde então, no entanto, as coisas mudaram muito para um Brasil que beirou o fundo do poço e voltou à vida novamente. Quase quatro anos depois desse desastre, a seleção pentacampeã mundial quer ganhar em Berlim.

“Podemos vencer o jogo, estamos confiantes. É inevitável não falar de 7 a 1, mas temos que aprender com tudo na vida, vamos entrar em paz e tentar jogar o nosso jogo”, disse Thiago Silva.

O técnico da Alemanha, Joachim Löw, acredita que o Brasil jogará o amistoso com um interesse especial. “A motivação vai ser incrivelmente alta para tentar apagar o 7-1”, disse ele. “Mas eu não acho que os jogadores sofram com o trauma”, completou Löw.

Atual campeã mundial e vencedora da Copa das Confederações em 2017, a Alemanha mostra uma força invejável. No entanto, desde que Tite assumiu a direção técnica, a equipe brasileira se recuperou enormemente em seu nível de jogo, consolidou uma equipe e uma ideia e, em apenas dois anos, tornou-se um dos grandes candidatos a vencer a Copa do Mundo.

Tite e as mudanças na seleção brasileira

Tite foi o grande arquiteto da mudança. Depois que a seleção foi eliminada na primeira rodada da Copa América Centenária, em junho de 2016, seu técnico, Dunga, foi demitido e, em seguida, o ex-treinador do Corinthians assumiu uma equipe desesperada e sem rumo.

Mas o técnico modificou tudo e começou com o objetivo. Alisson, que estava sendo testado por Dunga, tornou-se o titular indiscutível. E além disso, Ederson apareceu, titular no Manchester City. O arqueiro escolhido por Scolari, e presente na goleada no Mineirão, foi Júlio César, que na época tinha 34 anos e jogando para Toronto FC, no Canadá.

No dia dos 7 a 1, a defesa brasileira era formada por Maicon, Dante, David Luiz e Marcelo. O lateral madrilenho foi o único que “sobreviveu” entre as alterações de Tite. Thiago Silva, considerado insubstituível em 2014 e que não podia jogar contra a Alemanha, costuma ser um substituto na atual seleção. David Luiz não está entre os favoritos do técnico.

Luiz Gustavo, Óscar, Bernard e Fernandinho formaram o meio campo brasileiro em 2014. Hoje, o último, titular no Manchester City, é um substituto na equipe do Tite, enquanto os outros três desapareceram das convocações.

Casemiro, Renato Augusto, Paulinho e Coutinho são hoje a base do meio-campo. Willian, cada vez mais protagonista, espera no banco. Ramires, substituto da equipe Scolari, não é levado em conta por Tite.

Os remanescentes

Juntamente com Marcelo, o único nome que permanece desde 2014 é, obviamente, o de Neymar. A estrela do PSG não pode jogar no 7 a 1, e não poderá jogar novamente, já que ele está se recuperando de uma fratura no pé. No entanto, sua presença é fundamental e, em um time cheio de estrelas, ele continua a brilhar mais.

Entre 2014 e 2016, no entanto, Neymar não encontrou uma boa companhia. No mundial, nem Hulk nem Fred conseguiram estar no mesmo nível de Neymar.

 

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