#48: A última copa do maestro francês Zinedine Zidane

Carreira consolidada e cheia de títulos, Zinedine Zidane foi à Copa do Mundo de 2006 com bastante estrelismo e um gostinho de saudade por parte dos fãs.

O primeiro fator era pelo o que o melhor jogador francês daquela década representava; já o segundo, era pelos últimos dois meses de sua carreira nos gramados. Com títulos como Liga dos Campeões e Copa do Mundo, estes os mais ilustres. Zidane queria ganhar a sua última copa.

 A Fase de grupos da França

Na fase de grupos, a seleção francesa teve seu primeiro jogo contra a Suíça, uma das favoritas a passar para a próxima fase.

No estádio de Sttutgart, as duas equipes saíram de campo com o empate, sem nenhum gol. No jogo seguinte, os franceses novamente empataram contra a Coréia do Sul, pelo placar de 1 a 1, com gols de Henry (França) e Park Ji-Sung (Coréia do Sul), em Leipzig. Zidane, assim como toda a seleção francesa, fazia partidas modéstias na fase de grupos. O único que conseguia despontar um pouco era o atacante Thierry Henry, na época atuando pelo Arsenal.

Na última partida, diante da seleção de Togo, a França conseguiu amadurecer e botar ainda mais pressão sobre os seus futuros adversários. Contra o já eliminado Togo, os atletas do então técnico Raymond Domenech, conseguiram vencer pelo placar de 2 a 0, se classificando em segundo lugar no grupo G, já que a líder foi a Suíça.

O decisivo e maestro Zidane

Nas fases finais da copa, Zinedine Zidane mostrou para o mundo todo que estava a fim de conquistar o seu último torneio. Nas oitavas de final, contra a Espanha, Zizou tivera uma partida digna de assisti-lo em campo. Não só por que balançou a rede uma vez e deu assistência para Viera marcar na vitória de 3 a 1 contra os espanhóis, mas também por ter chamado a responsabilidade e honrar o número de sua camisa.

E no jogo contra o Brasil, nas quarta de final, o camisa 10 da seleção Le Blue, estava inspirado no gramado do estádio de Hannover.

Apesar de Zidane não ter marcado o único gol da partida, ele foi o melhor atleta em campo, eliminando o Brasil e deixando os astros Ronaldo, Kaká, Adriano e companhia para trás.

E nas semi, diante de Portugal, ele marcara de pênalti, decretando a vitória por 1 a 0, e assim, indo para a final, contra outra grande seleção mundial, a Itália.

Perdendo a cabeça

No último jogo da Copa do Mundo, França e Itália chegaram com tudo para o decisivo confronto. A Itália, na partida anterior, despachou a Alemanha, na prorrogação, por 2 a 0. E a França, como já dito no texto, eliminou Portugal e garantiu vaga na final.

No estádio Olímpico de Berlin, as duas seleções européias começaram a jogar com tudo. O primeiro gol foi da França, na cobrança de pênalti do maestro Zidane, aos seis minutos do primeiro tempo. Doze minutos depois, a Itália empatou, graças a cabeçada de Materazzi, aos 18 minutos.

Apesar de a seleção italiana ser muito conhecida na defesa – e jogou muito bem defensivamente -, vários ataques italianos foram vistos no primeiro e segundo tempo.

A França, por sua vez, demonstrava também ser agressiva em campo, tanto é que Dommenech usava um time ofensivo e cheio de estrelas para atacar os adversários. Zizou queria mostrar para o mundo que mesmo aos 34 anos de idade, ele conseguia derrubar defesas.

A grande final acabou não se decidindo no tempo regulamentar. As duas equipes tiveram que jogar a prorrogação para decidir o campeão daquela edição. No vestiário, muita tensão, e no segundo tempo, um grande acontecimento resultou na expulsão do melhor jogador daquela copa. Logo no começo da etapa final da prorrogação, Zidane deu uma cabeçada no zagueiro italiano Materazzi, que em seguida, caiu e paralisou o jogo.

Zidane em seu último ato em Copas: uma cabeçada feroz no zagueiro Materazzi. (FOTO: JOHN MACDOUGALL/AFP/Getty Images)

Muitos não sabiam o que tinha acontecido, mas se achou um culpado, e era Zidane. Em 2016, Materazzi explicou o que havia falado para desestabilizar o ex-atleta de Real Madri e Juventus. Em entrevista ao jornal L´Equipe, o ex-defensor relatou o que havia acontecido.

“Disse algumas palavras estúpidas a Zidane, que não eram suficientes para provocar tal reação. Em qualquer campo de Roma, Nápoles, Milão ou Paris se escutam coisas bem piores”.

Nos pênaltis, a Itália se sagrou campeã, graças ao chute desperdiçado pelo atacante Davi Trezeguet, que colocou a bola na trave. O ocorrido entre Zidane e Materazzi foi tão impactante, que fizeram uma estátua em homenagem.

O legado do maestro

Contudo, por mais que o maestro francês não conquistou a Copa do Mundo de 2006, ele obteve o seu legado. Mesmo no final de sua carreira, ele foi líder na seleção e no meio-campo francês. Suas atuações foram bem acima, tanto é que ao final do torneio, conquistou a bola de ouro como melhor atleta.

Ainda podemos dizer que nas copas anteriores, principalmente na de 1998, Zidane garantiu o seu legado entre os grandes do futebol.

E hoje, nós que admiramos futebol, ficamos maravilhados e felizes por termos visto um dos melhores e maiores jogadores de todos os tempos.

Faltam 48 dias para a Copa do Mundo.

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