#46: O primeiro título da fúria em Copas do Mundo

O ano era de Copa do Mundo, a FIFA confirmou que a competição seria na África, um grande fato histórico para o continente, já que nunca haviam sido escolhidos para sediar a maior competição entre seleções mundiais.

Todas as potências estavam lá, mas só uma poderia sair dali com a caneca na mão. França, Inglaterra, Alemanha, Argentina, Itália, Brasil, Holanda e Espanha estavam como grandes favoritas ao título.

Na época, a seleção espanhola, conhecida como “Fúria”, estava no topo para a grande conquista, isto por que na Eurocopa 2008, os comandados do então técnico Vicente Del Bosque, arrastaram a competição de forma invicta, com destaque para o primeiro jogo na fase de grupos contra a Rússia, onde os espanhóis ganharam pelo placar de 4 a 1. Era de se esperar que a Espanha chegaria com tudo, e claro, com um time que encantava todos os fãs.

A fase de grupos

Em seu primeiro jogo, a Espanha parecia que daria mais um baile, agora na África. Em Durban, a Suíça acabou surpreendendo a todos. Por mais que a Espanha conseguia tocar a bola envolvente e praticava um futebol diferente das demais, a Suíça conseguiu jogar de forma inteligente, bem retrancada.

Inieste, Xavi e companhia queriam a vitória, mas viram os suíços balançarem as redes, com gol do meiocampista Fernandes, aos 5 minutos do segundo tempo. A primeira partida acabou sendo frustrada, deixando todos surpresos.

Contudo, nos outros dois últimos jogos da primeira fase, a Espanha mostrou para os seus adversários que estava disposta a conquistar o título. Venceu Honduras por 2 a 0, com dois gols do artilheiro David Villa; e garantiu mais uma vitória contra o Chile, agora, pelo placar de 2 a 1.

Jogos Duros

A Espanha, nos jogos, continuava com seu futebol vistoso e com seu poderio ofensivo cada vez mais matador. David Villa, que ao final da Copa do Mundo conseguiu ser o vice-artilheiro com 5 gols, era o destaque absoluto no ataque.

Nas oitavas de final, a Espanha precisou de mais paciência para enfrentar Portugal. O jogo terminou pelo placar de 1 a 0, mas para quem ainda lembra daquele jogo, viu que os espanhóis atacaram os noventa minutos contra os lusitanos.

Iniesta e Xavi se aproximaram, tabelaram e a bola sobrou para Villa, dentro da área. O centroavante teve que bater duas vezes para vencer o goleiro português Eduardo e dar à Espanha a vaga para as quartas. E por falar nas quartas, agora contra o Paraguai, outra dificuldade. Apesar de ser uma seleção inferior as demais, os paraguaios colocaram dificuldades sobre os adversários. Novamente, outro placar de 1 a 0, e mais um gol de David Villa.

A Espanha conseguiu a vaga para as semifinais, agora pegando mais uma pedreira. A Alemanha, sua adversária, havia perdido a Eurocopa 2008 para a Fúria, e agora queria dar o troco. Além disso, os alemães estavam imbatíveis nas fases finais da Copa.

Nas oitavas, 4 a 1 sobre a Inglaterra, e nas quartas, um 4 a 1 sobre a Argentina, desclassificando o então técnico Diego Maradona do torneio. Chegava a hora da revanche, e a Alemanha estava disposta a dar o troco.

E novamente em Durban, a Espanha saiu vitoriosa, contudo, ainda para quem também, se lembra suou bastante a camisa para seguir para a próxima fase. Um gol de Puyol, de cabeça, decretou o sonho do título e a ida para a grande final.

A final que todo mundo gostou

Adversária fortíssima e com invencibilidade na Copa, a Holanda tinha também favoritismo para conquistar o título mundial. Vale mencionar que a seleção dos Países Baixos havia eliminado equipes fortíssimas como Brasil, nas quartas, e Uruguai, nas semi. Robben, Sneidjer e Van Persie eram as principais estrelas holandesas daquele momento.

Era um jogo bonito e ainda mais emocionante, pois as duas equipes não haviam ainda ganhado nenhum título mundial.

No Soccer City, em Joanesburgo, as seleções entraram com seu elenco cem por cento, mas só uma poderia vencer. Ofensivos e cheios de vontade, espanhóis e holandeses lutaram para garantir a vitória.

O jogo foi tão trucando que as estatísticas mostram o quanto ambas seleções entraram em campo para vencer.

A partida foi decidida na prorrogação, e já ao final do segundo tempo da prorrogação, Andrés Iniesta marcou em um lance incrível, para o delírio da torcida espanhola. E, enfim, a Espanha conquistava o primeiro título na Copa do Mundo entre seleções.

 

Faltam 46 dias para a Copa do Mundo na Rússia.

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