#43: A infeliz morte do zagueiro colombiano Andrés Escobar

Defensor foi assassinato à tiros após gol contra na Copa do Mundo de 94

 

Em 1994, houve uma infelicidade devido a um simples gol contra que acabou custando a vida de um atleta profissional. Continue lendo e relembre a infeliz morte do zagueiro colombiano Andrés Escobar.

A Colômbia na Copa de 94

Uma das quatro seleções da América do Sul no torneio, a Colômbia estava no grupo A, com o anfitrião Estados Unidos e as europeias: Romênia e Suíça. Era uma chave complicada, mas a Colômbia garantia um certo favoritismo, pois tinha um elenco bem montado, com destaque para: Fred Rincón, Valderrama e Asprilla.

Por ser um time habilidoso e bastante ofensivo, os colombianos na década de 90 levava vantagem no grupo. Contudo, após o primeiro jogo, contra a Romênia, a ideia de que tudo daria certo acabou virando sinal de preocupação. O placar não foi favorável para a seleção colombiana. A adversária acabou a vencendo pelo placar de 3 a 1. Gols foram de Raducioiu e Hagi (ROM); e Valência (COL).

No segundo jogo, outra derrota. Contra os Estados Unidos, a Colômbia acabou levando mais 2 gols na competição, aumentando ainda mais os saldos de gols contra. O placar foi de 2 a 1, com gols de Escobar (contra) e Stewart (EUA); e Valência (COL).

A derrota diminuiu o sonho de classificação. E o pior de tudo foi que o gol contra do defensor Escobar repercutiu, e muito, em seu país. O último e terceiro jogo já não valia mais muita coisa, mas os colombianos, antes de voltarem para casa eliminados, venceram a Suíça por 2 a 0.

O sonho de passar de fase e dar ainda mais alegria para os torcedores foi abaixo. A Colômbia foi a última colocada no grupo A, com apenas três pontos e um saldo de gols de menos um.

O assassinato de Andrés Escobar

Com a Copa do Mundo distante, a eliminada seleção da Colômbia acabou voltando pra casa mais cedo. Muitos aplaudiram o desempenho da equipe, mas outros não. Após o torneio, várias manchetes de muitos jornais mundiais veicularam o assassinato do zagueiro Andrés Escobar. O fato ocorreu na madrugada do dia 02 de julho daquele mesmo ano.

Em Medellín, Escobar foi morto a tiros depois de discutir com pessoas que o insultavam e o provocavam por causa do gol contra que havia marcado na derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos que decretou a eliminação da equipe no Mundial de 1994.

Naquela noite, numa discoteca, o zagueiro escutara provocações de outros colombianos. Os irmãos Pedro e Santiago Gallón passaram toda a madrugada provocando Escobar. Zombavam do atleta após o gol contra. Escobar conversava, pedindo respeito para evitar ainda mais confusão. Saiu do local e foi até o estacionamento, para não ter brigas.

Humberto Muñoz Castro, assassino de Andrés Escobar.

Quando entrou no carro e, já ligando o carro, viu novamente os mesmos indivíduos o insultando novamente.  Desceu do carro e reiniciou a discussão. Só que após sua saída no veículo, os palavrões e gritarias voltaram ao ar, e em dado momento, Santiago, o irmão mais velho dos Gállon, falou: “Você não sabe com quem está se metendo”.

Foi a senha para seu motorista, Humberto Muñoz Castro, sair de um outro carro em que aguardava os patrões e atirar seis vezes contra Escobar.

Foi um assassinato infeliz, principalmente por que um dos motivos principais foi por causa da Copa. Após alguns anos de investigação, soube-se que os envolvidos eram ligados ao narcotráfico colombiano.

O “Cavalheiro do futebol”, como era conhecido, tinha 27 anos, estava noivo e, no fim daquele mês de julho, deveria se apresentar ao Milan, que já havia lhe contratando meses antes de começar a Copa do Mundo.

O assassino havia sido preso e condenado a 43 anos de prisão, mas por bom comportamento, cumpriu apenas 11 e foi libertado. Ainda neste ano, um dos irmãos Gallón, Santiago, havia sido preso por, novamente, envolvimento com drogas.

Maturana, treinador e amigo lamentou muito a morte do jogador

A infeliz morte do zagueiro foi muito repercutida, tanto é que houve uma romaria com mais de 100 mil pessoas para homenagear Escobar. O técnico daquela época, Franscisco Maturana, havia falado sobre o caso.

“Andrés foi vítima da grande intolerância que existe na sociedade colombiana. Sua morte não foi um fato isolado”.

Para honrar a memória do Cavalheiro do Futebol, em 2002 uma estátua  foi inaugurada em Medellín.

Faltam 43 dias para a Copa do Mundo na Rússia em 2018.

 

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