#36: Just Fontaine, o maior artilheiro em uma edição de Copa

O artilheiro brilhou com a seleção francesa no mundial de 1958

A terceira edição da Copa do Mundo após a Segunda Guerra Mundial aconteceu em 1958, na Suécia. Nascido em 1933 no Marrocos, então colônia da França, o atacante fez 13 gols em seis partidas pela seleção francesa no Mundial da Suécia e é, até hoje, o atleta que mais fez gols em uma edição de Copa.

Sua carreira profissional começou no Casablanca, time da maior cidade do país, onde o atacante conquistou a Liga Marroquina e a Copa dos Campeões do Norte da África, em 1952. Passou ainda por Nice e Reims, onde ganhou notoriedade para defender a França em uma Copa do Mundo.

A França começou o mundial correspondendo às expectativas ao golear o Paraguai por 7 a 3 na estreia. Fontaine fez três; Piantoni e Kopa, um cada. No segundo jogo, Fontaine marcou dois em derrota por 3 a 2 diante da Iugoslávia.Precisando da vitória para avançar à fase seguinte, Kopa e Fontaine conduziram a equipe no triunfo por 2 a 1 sobre a Escócia.

No mata-mata e Fontaine marcou dois gols na vitória por 4-0 sobre a Irlanda do Norte, pelas quartas-de-final. Na semifinal, o choque entre França e Brasil ocorreu no estádio Råsunda, em Estocolmo. No total, 27.100 espectadores presenciaram um grande espetáculo. Vavá abriu o marcador para o Brasil, mas Fontaine deixou tudo igual. No entanto, uma lesão atrapalhou a França. Aos 37 minutos, Vavá dividiu uma bola com Robert Jonquet, na época um dos melhores zagueiros do mundo. O francês levou a pior e fraturou a perna direita. Vavá não foi expulso. E, como não havia substituições na época, a França ficou com dez atletas. Dois minutos depois, Didi desempatou. No fim, o Brasil goleou por 5 a 2 – e seguiu rumo ao título.

Depois da derrota para o Brasil, a França jogou a disputa de terceiro lugar contra a Alemanha Ocidental, que na época era a campeã do mundo.Com quatro gols marcados, o craque não apenas ajudou seu país a vencer por 6 a 3, como também chegou à incrível marca de 13 gols em apenas seis jogos, uma média de mais de 2 gols por partida – marca que, quase seis décadas depois, permanece longe de ser batida em Copas do Mundo.

No fim do jogo, Fontaine recebeu curioso prêmio pela artilharia daquele Mundial. Em tempos sem Chuteira de Ouro, ele ganhou um fuzil de um jornal sueco.

Atualmente, Fontaine é o quarto colocado no quesito gols em Mundiais, pois só disputou um (só atrás de Miroslav Klose, com 16 gols, Ronaldo, com 15, e Gerd Müller, com 14).

Sua carreira foi interrompida em 1960. O matador sofreu uma grave fratura na perna direita, e jamais conseguiu se recuperar totalmente. Após várias tentativas frustradas de voltar a jogar, Fontaine abandonou os gramados em 1962, antes de completar 29 anos. Foram nada menos do que 30 gols em 21 jogos, o que fez com que ele superasse lendas como Platini e Zidane em uma eleição realizada em 2004 pela UEFA para escolher o melhor jogador francês dos últimos 50 anos.

 

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