#35:Roberto Baggio: um jogador que foi muito maior que o pênalti de 94

O atacante é lembrado por desperdiçar o pênalti cobrado na final da Copa do Mundo que deu o tetracampeonato à seleção brasileira.

A história de Baggio

Nascido no dia 18 de fevereiro de 1967, o jovem italiano cresceu no time de Caldogno, sua terra natal. Na base, já mostrava ser um bom atleta e, por isso, logo se transferiu para o Vicenza, em 1982. Anos após, chegou à Fiorentina, onde, por conta de uma lesão grave, não conseguiu fazer sua estreia tão logo chegou.

Contudo, depois de meses, conseguiu ser uma boa revelação na equipe viola. Na temporada  1988/89, despontou de forma esplendida. Marcou 35 vezes em 30 partidas, dando um show nos estádios italianos. E foi na última temporada que quase consegue chegar ao seu ápice, quando foi vice-campeão da Copa da UEFA, ao perder para a Juventus. Mesmo assim, garantiu sua artilharia na competição.

O verdadeiro ápice

Após o vicecampeonato pela equipe de Florença, Baggio acabou indo para a Juventus. A contratação do “Il Codino Divino” foi tão dolorosa que torcedores da Fiorentina não aceitaram a transferência e fizeram protestos, incendiando carros, etc.

Baggio, para a viola, era bem mais que um jogador importante. Relatos da época apontam 50 pessoas detidas e nove feridos nos protestos violentos por parte dos torcedores da Fiorentina. Tijolos, correntes e até bombas caseiras foram lançados pelos magoados fãs.

Na Juventus, em sua primeira temporada, enfureceu também os torcedores bianconeros, após um pênalti que se recusou a cobrar quando a sua equipe estava enfrentando o seu ex-clube, a Fiorentina. Mas com o tempo, Roberto Baggio encantou e recompensou a bela torcida de Turim.

Foram títulos importantes como o Calcio (temporada 1994-95), Copa da UEFA (temporada 1992-93) e Copa Itália (temporada 1994-95). O “rabo de cavalo” enlouquecia a torcida e já virava ídolo do futebol italiano.

Pela Juv, Baggio foi eleito o melhor jogador do mundo.

Baggio na Copa

Já na Copa do Mundo de 1994, Baggio despontava como candidato a se destacar nos gramados norte-americanos. Isto por que na temporada passada, Baggio fora eleito o melhor jogador do mundo, segundo a FIFA e a revista France Footbal.

Entretanto, teve que aguentar algumas partidas complicadas na primeira fase do torneio. Baggio e companhia ficaram em terceiro lugar no grupo E, onde tinham México (classificado em primeiro), Irlanda (classificado em segundo) e Noruega, a única desclassificada.

Nas oitavas, a Itália perdia para a seleção da Nigéria até os 43 minutos do segundo. Até que o melhor do mundo empatou e garantiu a vitória na prorrogação, alegrando os italianos. Baggio foi surpreendente.

Já nas quartas, novamente ele: aos 43 minutos da etapa final, fez o gol para desempatar a partida contra a Espanha. O jogo terminou pelo placar de 2 a 1, classificando a Itália para as semifinais.

E sobre a Bulgária, antes de chegar na final, Roberto Baggio estava inspirado. Os dois gols da azzurra foram marcados por ele, decretando 2 a 1 e ida para a grande final.

A final contra o Brasil, infelizmente para Baggio, era difícil fazer mais milagre. Apesar de ser o melhor do mundo, ele tinha como adversário uma equipe fantástica com Romário, Taffarel, Dunga, etc. A partida foi decidida nos pênaltis, e atualmente, muitos só lembram de Baggio pelo pênalti desperdiçado.

Muitos não lembram ou não sabem sobre o título individual que o  craque italiano conquistou antes mesmo da Copa. O Il Codino Divino, na verdade, era uma inspiração para muitos daqueles jovens que sonhavam ser jogador de futebol. Vale ressaltar que além de Juventus e Fiorentina, Baggio foi ídolo no Milan (pois conquistou o bicampeonato italiano) e também já atuou também pela Inter de Milão, na temporada 1998 à 2000.

Suas últimas partidas nos gramados italianos foi pelo Brescia, e logo na primeira rodada do italiano, enfrentou a Juventus, seu ex-clube. Um empate emblemático encantou novamente os torcedores das duas equipes. Baggio era de longe o maior astro do plantel daquele pequeno time da Lombardia.

O mais interessante era que naquela época um novo astro estava nascendo. Era o jovem Andrea Pirlo que, após anos, marcou sua história no cenário mundial, assim como Roberto Baggio.

O primeiro gol de Baggio pelo Brescia foi contra a Fiorentina, outro ex-clube. E contra a Juventus, em uma outra rodada, marcou um golaço.

 

O legado que Roberto Baggio construiu nos gramados italianos e mundiais, com certeza, valeu muito mais que um pênalti. Se esse texto não lhe convenceu, confira os melhores lances de um dos melhores jogadores italianos do mundo.

Faltam 35 dias para a Copa da Rússia.

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