#28: Copa de 90: o desastre brasileiro e a vitória da Argentina

A Copa de 90, para a Argentina e para o Brasil, foi muito impactante. De um lado, a eliminação, do outro, o vicecampeonato mundial, entre eles o episódio da “água batizada”

O Brasil e Argentina na Copa de 90

No grupo B, a Argentina tinha adversários como Camarões, Romênia e União Soviética. Naquela chave, passaram três seleções, e os hermanos ficaram em terceiro, com apenas três pontos.

Teoricamente, a Argentina era a mais forte do grupo, pois as outras seleções não tinham tradição como os sulamericanos. A que tinham craques como Caniggia, Burruchaga e a estrela Diego Maradona, teve dificuldades para a classificação. Uma derrota contra Camarões desmontou os planos dos argentinos logo na primeira rodada. Mas uma vitória contra a União Soviética e o empate contra a Romênia garantiu a classificação da Argentina para a próxima fase.

O Brasil, por sua vez, foi sorteado e ficou no grupo C, com Costa Rica, Escócia e Suécia. Líder em seu grupo, os brasileiros venceu todos os jogos, conquistando seis pontos – na época uma vitória equivalia dois pontos.

Brasileiros e argentinos passaram para a próxima fase, e claro, com chances ao título. O Brasil, tricampeão, estava mais a frente, não só pelos títulos conquistados, mas pela sua classificação para a fase seguinte.

Alegria para uns, choro para outros

Por mais que a Argentina não tivera uma boa fase de grupos, era evidente que sua força e sua camisa, a qualquer momento, poderia pesar. O confronto entre as seleções classificadas foi sorteado, e Brasil e Argentina, logo nas oitavas de final, se enfrentaram para garantir mais outra classificação para a fase seguinte daquela Copa.

O time de Sebastião Lazaroni atacou bastante a equipe argentina desde o início. No primeiro tempo, Careca desperdiçou algumas chances, e Dunga cabeceou uma bola na trave do goleiro Goycoechea. A Argentina, do técnico Carlos Bilardo, fez um primeiro tempo discreto, apesar das presenças de Maradona e Caniggia, utilizando-se de contra-ataques  e alguns lances perigosos. Todavia, o zero não saiu do placar nos 45 minutos iniciais.

Caniggia marcou o gol que sacramento a classificação portenha em 1990.

Mais pressão brasileira na segunda etapa. Duas bolas nas traves argentinas em um curto intervalo de tempo, primeiro com Careca e na sequência do lance com Alemão, deixava o Brasil com chances para fazer o primeiro gol daquele jogo.

Os hermanos, entretanto, permaneceram na estratégia dos contra-ataques, até que aos 35 minutos, o maestro Maradona passou por três adversários e serviu  Caniggia, que ficou cara a cara com Taffarel e marcou o gol argentino naquele confronto. Mesmo com um gol feito, a Argentina queria mais. Em outro lance, Basualdo, na iminência de fazer o segundo gol e decretar a vitória argentina, acabou derrubado pelo capitão Ricardo Gomes, que em seguida, foi expulso.

Mesmo com um homem a menos, a seleção brasileira continuou pressionando e a última chance clara acabou sendo desperdiçada por Muller, que sozinho diante de Goycoechea, chutou para fora aos 43 minutos do segundo tempo.

As chances do Brasil, a cada lance, se frustavam cada vez mais. Mesmo com vários chutes ao gol, o Brasil não conseguiu o empate e foi eliminado, em pleno estádio Delle Alpi, em Turim. A jornada brasileira terminava por ali, nas oitavas de final.

https://www.youtube.com/watch?v=iAEorNcPo4Y

 

Já a Argentina, chegou até a final, após eliminar Iugoslávia e a Itália (anfitriã da festa), ambas nos pênaltis. Na final, os argentinos perderam para a Alemanha Ocidental, por 1 a 0. Mesmo com o vicecampeonato, o gostinho de ter desclassificado o Brasil foi ainda maior. Mas para quem acha que a Copa acabou por ai, está muito enganado.

A famosa “Água Batizada”

No jogo entre Brasil e Argentina, pelas oitavas de final, gerou bastante polêmica. Um dos lances que mais chamaram á atenção naquele confronto foi quando em um momento desta partida, o então massagista da seleção argentina, Miguel Di Lorenzo, foi atender um jogador lesionado em campo e distribuiu garrafas de água aos seus jogadores. Com sede, o lateral brasileiro Branco pediu uma garrafa, e logo depois, começou a passar mal.

A partir daquele momento, o lateral brasileiro sentiu-se indisposto e não atuou de forma correta dentro do campo. Os atletas brasileiros sentiram-se indignados após aquela partida.

Vale ressaltar que o caso só foi revelado anos depois, por Diego Maradona, em um programa de teve na Argentina. Mesmo com o discurso do argentino, os brasileiros tentaram ainda enviar provas para que tivesse algum tipo de punição, mas nada ainda foi respondido.

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