#27: Os nordestinos campeões do mundo com a Seleção Brasileira

A região que é um celeiro de craques

A diferença financeira, de mídia e estrutura para os clubes do restante do Brasil nunca foram empecilhos para o povo nordestino mostrar sua paixão pelo futebol. Mesmo com menos títulos do que os principais clubes do país, os estádios estão sempre cheios apenas para demonstrar o amor pelo seu clube de coração.

Além disso, o Nordeste é celeiro de craques, inclusive para a Seleção Brasileira. A região com o maior número de estados (nove no total) já revelou inúmeros campeões do mundo com a camisa mais pesada do planeta.

Os primeiros campeões mundiais nordestinos foram Vavá, Dida e Zagallo. Na Copa de 1958, estreia do Rei Pelé em copas, esses três foram pilares da primeira conquista brasileira. Vavá marcou cinco gols na competição e foi um dos destaques no torneio. Além de jogar na seleção brasileira, no Vasco e no Sport, Vavá passou também pelo Atlético de Madrid (1958 a 1961) da Espanha, Palmeiras (1961 a 1964), América do México (1964 a 1967) e San Diego dos EUA (1967 a 1969). O atacante, revelado pelo América/PE, atuou no Íbis.

Por sua participação nos títulos das Copas de 58 na Suécia (marcando 5 gols) e de 62 no Chile (marcando 4 gols) Vavá recebeu o apelido de “Leão da Copa”.

O primeiro ídolo de Zico, o meia Dida, foi revelado no CSA, em Maceió. É o segundo maior artilheiro do Flamengo, atrás somente do admirador Zico, com 264 gols em 357 jogos.

O também alagoano Mário Jorge Lobo Zagallo nasceu na cidade de Atalaia, aquela de Aloísio Chulapa, e uma das lendas do futebol mundial, tanto como jogador quanto técnico. Dos cinco títulos da Seleção, ele esteve presente em quatro, duas vezes como jogador, uma como treinador e uma como coordenador técnico.

No bicampeonato, em 1962, o atacante Vavá e ponta-esquerda Zagallo voltaram a representar o Brasil.

No tetracampeonato em 1994, nos Estados Unidos, havia quatro representantes da Região Nordeste: Bebeto, Ricardo Rocha, Mazinho e Aldair.

O atacante Bebeto é baiano, revelado no Vitória e com história em inúmeros clubes. Vasco, Flamengo, Botafogo, o próprio Vitória e o Deportivo La Coruña. Em Copas, disputou as de 90,94 e 98, marcando seis gols em três edições.

O meio-campo Mazinho é paraibano de Santa Rita, foi revelado pelo Santa Cruz, da sua cidade, de onde veio para o Vasco da Gama.

O pernambucano Ricardo Rocha, de Recife, começou no Santo Amaro, depois no Santa Cruz, antes de se transferir para o Guarani de Campinas e ver seu futebol brilhar em vários clubes do Brasil e de outros países.

O baiano Aldair, com o número 13 às costas, nasceu em Ilhéus-BA. O ex-zagueiro iniciou a carreira no Flamengo em 1985. Em 1989, o baiano seguiu para Portugal. A passagem pelo Benfica durou até 1990, quando decidiu aceitar o convite para defender a Roma. Pelo time da capital da Itália, Aldair atuou ao longo de 13 anos e se tornou um ídolo.

O defensor disputou as três copas da década de 90 e conquistou o título nos Estados Unidos.

Em 2002, Dida, Rivaldo, Edílson Capetinha, Vampeta e Júnior conquistaram a última taça da Seleção Brasileira. O goleiro Dida, baiano da cidade de Ilhéus, revelado pelo Vitória. Dida começou a se destacar no Cruzeiro e se tornou um dos maiores da sua posição. Atuou por Corinthians, Milan, Portuguesa, Grêmio e Internacional. O arqueiro foi reserva de Marcos e titular em 2006.

Rivaldo é pernambucano de Paulista, onde começou a jogar no Paulistano. Passou pelo Santa Cruz, transferiu-se para o Mogi Mirim, depois para o Corinthians, em que iniciou a sua trajetória de craque. Fez história no Palmeiras, La Coruña, Barcelona e Olympiakos.

Edílson, nascido em Salvador, começou no Industrial (ES). Após destaques no Tanabi e Guarani, o ‘Capetinha’  acertou com o Palmeiras. Depois do Verdão, passou uma temporada no Benfica e retornou ao Palmeiras, em 1995. Saiu novamente do Alviverde e foi jogar no Kashiwa Reysol, do Japão. Em 1998, voltou para o Corinthians, onde ficou até o meio do ano 2000. Depois passou por Flamengo, Cruzeiro, Kashiwa Reysol, Vitória, Al Ain (Emirados Árabes), São Caetano, Vasco da Gama, Nagoya Grampus (Japão), Vitória novamente, até encerrar a carreira no Bahia em 2010.

Outro baiano do penta, o meio-campo Vampeta, foi revelado pelo Vitória em 1993. No ano seguinte, foi vendido ao PSV Eindhoven, da Holanda, onde permaneceu até 1998. Nesse período, foi emprestado VVV Venlo, um time holandês de menor expressão, e ao Fluminense. Seu maior destaque foi no Corinthians. Ainda jogou por Internazionale, Flamengo e Juventus/SP.

Jenílson Ângelo de Souza, o Júnior, lateral-esquerdo com passagens vitoriosas por Palmeiras, Parma-ITA, São Paulo e Seleção Brasileira, estava no elenco campeão em 2002. Nascido em Santo Antônio de Jesus-BA em 20 de junho de 1973, Júnior jogou nas categorias de base do Vitória-BA até o ano de 1994.

Representantes em 2018

Em 2014, o Brasil teve quatro nordestinos, na Copa do fatídico 7 a 1. Dante, Daniel Alves, Hulk e Hernanes foram os representantes.

Para o Mundial da Rússia, o goleiro Éderson e o atacante Roberto Firmino serão o Nordeste na competição. O arqueiro do Manchester City é natural de Sento-Sé, na Bahia, enquanto o jogador do Liverpool nasceu em Maceió, Alagoas.

2014: Dante, Daniel Alves, Hulk e Hernanes
2010: Josué e Daniel alves
2006: Dida e Juninho Pernambucano
2002: Dida, Junior, Rivaldo, Vampeta, Edílson
1998: Júnior Baiano, Aldair,  Dida e Bebeto
1994: Ricardo Rocha, Aldair,  Mazinho e Bebeto
1990: Mazinho, Aldair e Bebeto
1986: Júnior
1982: Júnior
1978: Toninho
1974: Luís Pereira e Marinho Chagas

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