#15: Lothar Matthäus, o 10 que jogava na zaga e fez história na seleção alemã

Um das lendas alemãs e do futebol mundial, o campeão do mundo, Lothar Matthäus, com sua seleção em 1990, na Itália, alcançou vários recordes no decorrer da sua carreira.

 

Meio-campista clássico, o ex-camisa 10 da seleção alemã sempre quis ser o número 1 de seu país. Faltando 15 dias para a Copa, saiba um pouco mais sobre os recordes e quem era Lothar Matthäus pela seleção da Alemanha.
A lenda alemã
Ex-meio campista, Matthäus encantou o futebol mundial ao jogar por grandes equipes como Bayern de Munique e Inter de Milão. Era tão técnico que ganhou o prêmio de melhor jogador do mundo da FIFA, em 1991. Era chamado de “bad boy” no futebol, pelo seu jeito egocêntrico e cheio de declarações polêmicas na hora de ser entrevistado.
Um de seus feitos mais recentes, este como técnico, foi comandar a equipe brasileira do Atlético Paranaense, em 2006, por apenas três meses. O motivo: divórcio com a esposa. Lothar havia deixado o clube e sequer havia dado explicações para a diretoria. Permaneceu na Alemanha e foi resolver o caso com a esposa. Após um certo período, se desculpou.
“Não fui correto. No fim, eu realmente me sinto…  Não digo que me sinto envergonhado. Tudo foi tão bem em Curitiba, os jogadores eram talentosos. Dagoberto, Michel Bastos… Um time muito bom, um presidente bom (Mário Celso Petraglia), grande  torcida. Se pudesse mudar uma decisão na minha carreira, como jogador ou técnico, seria essa. Gostaria de pedir desculpas aos torcedores do Atlético”, relatou o ex-craque.

Feitos em Copa

 

O ex-campeão mundial de 91, já jogava pela sua seleção há bastante tempo. Ao todo, ele atuou em cinco mundiais: 1982, 1986, 1990, 1994 e 1998. Em sua primeira passagem, Matthäus foi pouco aproveitado. Entrou em poucos jogos pela seleção e conquistou o vice-lugar pela antiga Alemanha Ocidental.
Já em 86, foi outro jogador. Após ser um dos craques do Bayern de Munique, Matthaus já chegou na seleção Alemã como uma das principais estrelas da Alemanha e da Copa. Nas oitavas, marcou o único gol da partida contra o Marrocos, já no final da partida. Foi decisivo também nas quartas de final, contra o México, quando marcou na decisão de pênaltis. Nesta edição, mais um “na trave”, após perder pra Argentina, por 3 a 2, na final.

Quatro anos depois, o grande feito. De tanto bater na trave, a seleção alemã, uma hora, iria vencer. E foi em 1990, na Itália, que Lothar Matthäus e companhia conseguiram conquistar o mundo. O mais interessante que, naquela época, o ex-camisa 10 era jogador da Inter de Milão. Para muitos jornalistas, aquela seria, sim, uma Copa para Matthäus.
A grande final foi contra a Argentina, novamente. Os alemães conseguiram marcar e vencer os argentinos pelo placar de 1 a 0, com gol de Brehme, de pênalti, no imenso estádio de Roma. Lothar havia alcançado o seu ápice, tanto é que um ano após a Copa, conquistou o título de melhor do mundo da FIFA. Uma curiosidade interessante é que ele foi o primeiro jogador que a instituição havia escolhido. Nas Copas de 1994 e 1998, a Alemanha não havia chegado muito longe e Matthäus, também já não era o mesmo.
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Em 94, os alemães, agora reunificados, haviam perdido nas quartas de final para a Bulgária de Stoichkov, por 2 a 1. Na edição seguinte, mais um edição, essa de novo nas quartas de final. A adversária da vez foi a Croácia, de Suker, artilheiro daquela Copa. Os croatas venceram os alemães por esmagantes 3 a 0, eliminando de vez, o sonho dos alemães de sonharem com o mundial. A partir daí, Lothar, já com suas lesões, acabara tendo uma carreira muito conturbada.
Atuou pela seleção até 2000, participando de outros resultados que eram traumáticos como a eliminação nas primeiras fases da Copa das Confederações em 1999 e Eurocopa, em 2000. Vale ressaltar que neste último ano, Matthäus havia levantado pela última vez a Bundelisga, pelo Bayern de Munique. Após a conquista, teve uma saída conturbada, após acionar o próprio clube na justiça, por uma dívida de 500 mil euros, mesmo o clube alemão o oferecendo uma partida amistosa em sua homenagem. Rejeitou a proposta e saiu do time da Baviera pela porta dos fundos, sem muito brilho.

Números incontestáveis

 

O ex-atleta, ao longo de sua trajetória pela seleção alncaçou feitos históricos. Disputou 150 partidas pela seleço da Alemanha, um recorde que dura até hoje. Também disputou 25 partidas pelos germanos em Copas, igualando o goleiro mexicano Antonio Carbajal.
Outros jogadores alemães compõem a lista com mais jogos pela seleção em Copas. São eles:
Miroslav Klose – 24 partidas
Uwe Seeler – 20 partidas
Philipp Lahm – 20 partidas
Bastian Schweinsteiger – 20 partidas
Faltam 15 dias para a Copa do Mundo na Rússia.

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