#6: A seleção de estrelas que não conquistou a Copa

Era o ano de 2006. De Copa do Mundo. As seleções já estavam definidas para disputar o torneio. Os grupos, de A a H, estavam muito bem formulados. Os maiores astros do futebol mundial iriam jogar aquela edição. Aquela Copa do Mundo de 2006 estava muito a favor do Brasil. Queira ou não, a seleção canarinha tinha um dos elencos mais “monstruosos” de todos os times.

Contudo, torneios de mata-mata, na maioria das vezes, consiste em ser bem traiçoeiro. Muitos apostavam no Brasil como campeão mundial. Não era só por que a nação brasileira e patriota acreditava, mas sim, pelos excelentes jogadores que compunham aquela constelação.

A Fase de Grupos

Na Alemanha, 32 seleções iriam disputar o torneio mais importante do mundo. A anfitriã, como sempre, ficara no grupo A, com Equador, Polônia e Costa Rica. O Brasil, atual campeão da Copa, acabou ficando no F, com Austrália, Croácia e Japão.

No primeiro confronto, o Brasil enfrentou a Croácia, dos irmãos Robert e Niko Kovac. O jogo começou bem pegado. As duas equipes queriam a vitória e disputavam em cada lance uma chance para concluir com gol. A equipe de Carlos Alberto Parreira, no elenco, era muito mais forte. Era uma seleção que tinha vários melhores jogadores do mundo em suas posições: Dida, Lúcio, Roberto Carlos, Ronaldinho e Ronaldo. Esses eram os principais craques daquela seleção e alguns dos melhores jogadores do mundo naquela época. Contudo, o Brasil venceu aquela partida com um gol de Kaká, aos 44 minutos do primeiro tempo.

BRASIL

Dida; Cafu; Lúcio; Juan e Roberto Carlos; Zé Roberto; Emerson; Kaká e Ronaldinho; Ronaldo e Adriano

CROÁCIA

Pletikosa; Simunic; R. Kovac; Simic; Srna;N. Kovac; Tudor; Babic e Kranjcar; Klasnic e Prso

 

Contra a segunda adversária da vez, a Austrália, mais uma vitória dos brasileiros. Novamente com a mesma escalação, os então líderes do grupo aplicaram 2 a 0 sobre os australianos. Mais um vitória verde e amarelo que empolgou a torcida.

Sim, o Brasil, a cada jogo, deixava seus torcedores ainda mais na expectativa que poderia vim um bicampeonato mundial seguido. E na terceira e última partida da fase de grupos, a constelação de Parreira mostrou mais uma vez o seu brilhantismo. Agora, contra o Japão, um placar de 4 a 1 deixou o Brasil como líder isolado do grupo. Confira os gols.

 

 

Oitavas de final

Passando para a fase seguinte da Copa, o Brasil, devido ao chaveamento, enfrentou a Gana, que terminou a primeira parte do torneio na segunda posição do Grupo E. A primeira foi a Itália que, no fim, foi a campeã daquela edição.

O Brasil tinha uma seleção muito mais qualificada diante dos africanos. O famoso “Quarteto mágico”, formado por Ronaldinho, Kaká, Ronaldo e Adriano pareciam ser, a cada jogo, ainda mais letal. Os quatro, ao todo, somavam quatro gols para o Brasil na primeira fase, sendo um dos melhores ataques.

A partida havia começado, e com a bola rolando, viu-se que a seleção tupiniquim não mostrou sequer dificuldades com o desenrolar da partida. Foi um 3 a 0 com direito a show do Brasil naquele dia, no estádio de Dortmund. Ronaldo, Adriano e Zé Roberto haviam marcado.

E classificado, os brasileiros conseguiam encantar nos gramados alemães. Vale ressaltar que Ronaldinho Gaúcho era considerado o melhor jogador do mundo, graças a sua grande atuação na Liga dos Campeões pelo Barcelona. Em mais outra chave, os brasileiros enfrentariam, agora, a França, de Zinedine Zidane.

 

O fim do sonho brasileiro

Diante de uma seleção mais forte, o Brasil, agora, teria dificuldade pelo caminho. A Copa de 98 ainda estava engasgada na garganta dos adversários da França naquele dia. Zidane, o carrasco, ainda atuava pelos Le Blues. Era a última Copa dele, e o maestro francês estava fazendo de tudo para classificar a seleção de seu país. Queria levantar mais uma taça do mundial.

No estádio de Frankfurt, franceses e brasileiros entraram em campo com o objetivo de se classificar para a grande final. O Brasil, ofensivo, parecia que chegaria mais vezes ao ataque. Mas quando o árbitro Luis Cantalejo apitou para o começo do jogo, tudo se transformou. Eram duas seleções fortes, tradicionais e com camisas pesadas. Zidane de um lado, Ronaldo de outro. Antes da partida, naquele cerimonial onde todos os jogadores apertam-se as mãos, os craques que jogaram por tanto tempo no Real Madri se cumprimentaram, como dois irmãos.

Contudo, os franceses acabaram se saindo melhor, e foi em um lance descuidoso do nosso lateral Roberto Carlos que Henry marcou para os Le Blues, classificando-os.

O sonho brasileiro encerrou-se ali, em Frankfurt, com um estádio lotado de 48 mil pessoas vendo a França passar para as semifinais daquela Copa. O Brasil, então, deu adeus a competição.

Muitos torcedores achavam que a seleção canarinha, por ter um elenco recheado de bons jogadores, venceria aquele torneio. Contudo, foi mais uma seleção de bons jogadores que não conseguiram alcançar o objetivo certo.

 

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