#1: As maiores zebras da Copa do Mundo

Prestes a começar, relembre alguns resultados inesperados em Mundiais

A Copa do Mundo da Rússia vai começar e com ela muitas histórias devem aparecer. Antes disso, relembre algumas zebras que aconteceram em mundiais.

A última surpresa em Mundial foi a Costa Rica. Em 2014, os costarriquenhos fizeram história ao se classificar em primeiro lugar no chamado ‘grupo da morte’, que contava com três campeões mundiais: Itália, Inglaterra e Uruguai. Já a Espanha, que veio ao Brasil para defender o título conquistado na África do Sul, perdeu a chance de classificação diante do Chile na segunda rodada da fase inicial.

A então campeã mundial já vinha de goleada sofrida para a Holanda na estreia da Copa, e deu adeus a chance de classificação após a derrota para os chilenos, caindo precocemente na primeira fase do Mundial disputado no Brasil. Mas essa não foi a primeira vez que a campeã da edição anterior deu vexame quatro anos depois. A seleção italiana foi eliminada duas vezes nessas circunstâncias, em 1950 e 2010, enquanto a França não passou para as oitavas de final em 2002. Até mesmo a seleção brasileira já teve um péssimo desempenho, quando tentava o tricampeonato, em 1966, mas foi tirada do Mundial por Portugal.

Nos primórdios, a terceira colocação da seleção dos Estados Unidos foi uma grande “zebra” na Copa de 1930. Os americanos ficaram à frente de seleções mais fortes como França, Bélgica e Iugoslávia.

Pode-se considerar que a primeira zebra monumental em mundiais ocorreu na Copa de 1938, disputada na França. A seleção de Cuba era a única equipe da Concacaf presente, e só foi à Copa porque em seu grupo das eliminatórias, Estados Unidos, Colômbia, México, El Salvador, Costa Rica e Guiana (ou seja, todos seus concorrentes) desistiram. Os cubanos enfrentaram a Romênia, seleção presente nas duas edições anteriores, e arrancaram um empate em 3 a 3 com uma grande atuação do goleiro Benito Carvajales. Como previa o regulamente à época, houve um jogo desempate e os centro-americanos venceram a Romênia por 2 a 1, passando às quartas de final da competição.

O maior campeão mundial já foi zebra. O Brasil depois de duas Copas fracas em 1930 e 1934, era considerado mero coadjuvante. Os brasileiros bateram poloneses e tchecos e só pararam diante da poderosa Itália. Ficou em terceiro lugar.

Em 1966, a Itália precisava apenas de uma vitória simples sobre a Coreia do Norte, em sua última partida da fase classificatória. Mas o impensável aconteceu e, com gol de Pak Doo Ik, os italianos foram eliminados da Copa do Mundo da Inglaterra.

Campeã improvável e zebra em 2002

Campeã na Copa de 1986, a Argentina tinha o objetivo de defender seu título no campeonato disputado na Itália. Porém, no jogo de estreia, Oman-Biyik marcou o único gol da partida disputada no San Siro. Mesmo com dois jogadores a menos na equipe camaronesa e com a presença de Maradona, a Argentina não foi capaz de reverter o placar.

Um dos jogos mais emblemáticos quando se trata de zebra é a vitória de Senegal por 1 a 0 sobre a a França. A partida era  jogo de abertura da Copa da Mundo de 2002, sediada pelo Japão e Coréia do Sul. Em sua primeira participação em mundiais, a seleção do Senegal conseguiu bater a equipe francesa. Àquela época, a França vinha de grandes resultados: fora campeã da Copa do Mundo em 1998, Eurocopa em 2000 e Copa das Confederações em 2001. Foi uma ótima estreia dos africanos, que avançaram até as quartas de final, sendo eliminados pela Turquia.

Quatro anos depois de levantar a taça, na Alemanha, a Itália protagonizou tragédia semelhante à da França em 2002, ao cair em um grupo fraco, mas acabar eliminada na primeira fase. Depois de empatar com Paraguai e Nova Zelândia, os comandados de Marcelo Lippi foram surpreendidos pela Eslováquia e perderam por 3 a 2, terminando na lanterna do Grupo F.

Existem inúmeros outros jogos com placares inesperados que possam mostrar que a Copa do Mundo é um campeonato a parte. Em 2018, temos o Egito, de Salah, Senegal, Islândia, Peru e outras seleções que podem esboçar tal tipo de reação.

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