Esqueçam o VAR e foquem nos golaços

O décimo segundo dia de Copa do Mundo mais uma vez foi recheado de emoções e polêmicas. O uso da tecnologia novamente chamou a atenção dos torcedores do mundo todo e decidiu resultados e classificação para a próxima fase da competição.

O uso controverso do árbitro de vídeo tem colocado em dúvida a utilização da ferramenta e causado discussões entre os amantes do futebol, mas o principal, tem deixado de lado o mais importante: o jogo.

O VAR, em tese,deveria ser utilizado menos nos jogos, mas tem entrado em ação além da conta. As recorrentes dúvidas dos árbitros acabam colocando em cheque a credibilidade do assistente de vídeo.

Contudo, não devemos esquecer o que acontece dentro das quatro linhas. Os dois jogos que decidiram as duas vagas do grupo B foi a mais recheada de emoção até então no campeonato.

Portugal e Espanha entraram como favotiros de seu grupo e não conseguiram, nas duas primeiras rodadas, levar a vantagem esperada sobre seus adversários. Os portugueses enfrentaram um jogo muito dificil contra o Irã e precisou da versatilidade e qualidade técnica de um de seus jogadores para levar vantagem no confronto.

Não foi com o melhor do mundo, o ‘patrício’ em questão foi Quaresma, um atacante que já foi promessa e perdeu-se ao longo de sua carreira, mas que bate como poucos na bola. Ao longo de sua vida de jogador porfissional, o português marcou 107 gols, destes, 50 foram batendo de três na bola, ou simplesmente, de trivela. E assim foi mais uma vez.

Pelo lado espanhol, o sofrimento foi até os últimos momentos. O duro jogo contra a já eliminada seleção marroquina, só foi decidido aos 46 minutos do segundo tempo. Iago Aspas usou um dos recursos mais simples e bonitos do  futebol: a letra, e escreveu mais um belo capítulo deste mundial.

A celebração da beleza

Aspas e Quaresma marcaram dois dos gols mais bonitos desta e de outras edições de mundiais. Os dois gols acabaram “abafados” pela atuação do assistente de vídeo, não deveria ser assim. Que a Copa do Mundo continue nos brindando com belos gols e grandes jogadas e que a assitência externa sirva apenas como apoio a justiça em campo e não destrua a essência do futebol. Viva o golaço.

 

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