Há 20 anos o Vasco da Gama conquistava a América

Em 1997, o Vasco da Gama foi ao seu ápice no Campeonato Brasileiro daquele ano. Conseguiu ser campeão nacional e deixou o Palmeiras, que tinha um excelente time, com o segundo lugar. Com a conquista, o time fantástico do “Gigante da Colina” conseguiu uma vaga para a Libertadores em 1998.

Na fase de grupos, o clube carioca caiu no grupo B, com Grêmio, Chivas Guadalajara e América, ambos do México. Sem conseguir jogar no “estilo libertadores”, o time cruzmaltino penou para conseguir pontuar na competição. Na primeira partida, no Rio Grande do Sul, o Vasco perdeu para o Grêmio pelo placar de 1 a 0. Veja os lances:

Já no segundo jogo, no México, os vascaínos perderam mais uma vez, agora pelo mesmo placar do primeiro jogo. A situação do time carioca, nas primeiras duas rodadas, preocupava bastante. Restava o último jogo para reagir no torneio. Contra o América, na Cidade do México, um empate colocou um ponto apenas na conta do Vasco da Gama.

Mas só a partir do quarto jogo, o time carioca ressurgiu das cinzas e conseguiu dar a volta por cima. No primeiro jogo de ida, no Rio de Janeiro, uma vitória contra o Grêmio por 3 a 0 alegrou a torcida e animou o time para seguir na Libertadores. No segundo jogo, 2 a 0 contra o Chivas e, no último, mais um empate diante ao América, por 1 a 1. Vale ressaltar que o jogo contra o Chivas e Grêmio, logo no começo, deram a chance do Vasco se classificar para a próxima fase.

O Tricolor Gaúcho e o Gigante da Colina avançaram para a próxima fase da competição, deixando os mexicanos eliminados pelo caminho. Nas oitavas de final, enfrentaram o campeão da edição passada da competição, o Cruzeiro. Os cruzmaltinos venceram o primeiro confronto por 2 a 1, dentro de casa, e no Mineirão, empataram com os mesmos. Veja os melhores momentos de Vasco 2 x 1 Cruzeiro:

A fase seguinte mostrou ser ainda mais eletrizante. O Grêmio, que nas oitavas enfrentou e passou do Nacional do Uruguai, era novamente o rival do Vasco nas quartas de final. A emoção de ambos os jogos se deu pelo motivo de que o Vasco, dentro do Olímpico, conseguiu empatar por 1 a 1 diante do forte elenco gremista. O jovem Ronaldo, que futuramente viria a ser um dos melhores e maiores jogadores de futebol, acabou vendo o sonho do Grêmio ser campeão continental ir por água abaixo. Isso por que o Trem Bala da Colina conseguiu vencer os gaúchos por 1 a 0 no Rio.
Felicidade e auto-estima para os vascaínos que passaram de fase em busca do sonho de levantar a Copa Libertadores.

E na fase seguinte, o duelo entre brasileiros e argentinos voltava a aflorar no cenário do torneio. O River Plate, que passou sem preocupações diante do Colon, também da Argentina, era a pedra no sapato dos vascaínos. A primeira partida marcou fortes emoções, até por que a equipe do Monumental de Nunez era copeira nas fases mata-mata. No Rio de Janeiro, o Vasco venceu pelo placar de 1 a 0, tendo vantagem no jogo seguinte. E na Argentina, o clube brasileiro empatou por 1 a 1 contra o adversário, eliminando-os de vez. Com isso, os cariocas garantira uma vaga na final, provando que poderia chegar ainda mais longe.

A grande final favoreceu, e muito, os brasileiros. Com campanha marcada por uma quase eliminação ainda na fase de grupos e eliminando “vários leões” do cenário continental, o time não desperdiçou a chance de ser campeão da Libertadores. O adversário era o Barcelona de Guayaquil, que fez uma boa campanha, sendo derrotado somente uma vez na fase grupos e eliminou algumas equipes menos expressivas no cenário da América Latina.

No Rio de Janeiro, o Vasco venceu por 2 a 0 os equatorianos, garantindo ainda mais vantagem para conseguir o título. No Equador, mais um jogo brilhante. O placar mais uma vez foi favorável ao time de Pedrinho e companhia. Dois gols a um, garantindo assim o título de campeão continental para o Vasco da Gama.

 

Equipe vascaína – 1 Carlos Germano • 2 Vítor • 3 Odvan • 4 Mauro Galvão • 5 Luisinho • 6 Felipe • 7 Donizete • 8 Nasa • 9 Luizão • 10 Vágner • 11 Ramon • 12 Márcio • 13 Maricá • 15 Alex • 16 Pedrinho • 17 Nélson • 18 Válber • 19 Juninho • 20 Richardson • 21 Mauricinho • 22 Sorato • 23 Luiz Cláudio • 24 Caetano • 26 Fabrício • 27 Filipe Alvim • 28 Ronaldo Luís • 29 Fabiano Eller • 31 Vágner • 32 Géder • Treinador: Antônio Lopes.

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