Mesmo com a tecnologia, os juizes ainda falham

Com o passar dos tempos, a tecnologia melhorou as condições de vida no nosso cotidiano. Seja na vida pessoal – com redes sociais – ou profissional -nas empresas-, temos que nos vangloriar pelas grandes invenções que nós, humanos, fizemos para criar tal inovação.

Entretanto, no meio do futebol, essa questão de tecnologia tem seus lados negativos. Em esportes como: basquete, tênis e vôlei, o auxílio da tecnologia ajuda ainda mais estas práticas esportivas no crescimento e fanatismo das mesmas. No esporte mais popular do mundo, o cenário, infelizmente, é outra. Falhas humanas em algumas partidas, valendo classificação (ou não) e título (ou não), eram evidentes pelos olhares de torcedores e câmeras que transmitiam os jogos. Com a chegada da tecnologia no futebol, muita coisa mudou.

Com a implementação do chip na bola, para saber se a pelota ultrapassou a linha do gol, foi bem-vinda. Grande parte das pessoas gostaram. Foi um passo certo para um avanço do esporte. Após o episódio entre Alemanha e Inglaterra na Copa do Mundo de 2010, a FIFA pensou em colocar o chip. Veja o lance em que o árbitro não validou o gol:

Depois de observaram que a inovação no esporte foi contundente, vieram mais novidades. Chegou-se o VAR (sigla em inglês de video assistant referee), na Copa do Mundo de 2018. Ele já estava sendo testado desde 2016, mas somente no mundial entre seleções foi usado oficialmente.

Muitos jogos da Copa usou-se o VAR. Só na primeira fase da competição, o árbitro de vídeo foi usado 335 vezes e com total de 440. Quer dizer: muitos jogos paralisados, torcedores inquietos e lances vistos mais de uma vez. Muitos lances foram usados corretamente, diga-se de passagem.

Mesmo com a tal da tecnologia, os juízes ainda falham, e feio. Nesta semana, três episódios envolvendo o VAR, pautaram os jornais do mundo todo. Um lance de êxito, outros inexplicáveis. O primeiro ocorreu no jogo entre Grêmio e Atlético Tucuman, pela Libertadores. O caso aconteceu entre os jogadores Gervázio Nuñez e Alisson. Veja o lance:

O atleta do time argentino pisou no jogador brasileiro. Com a ajuda do árbitro de vídeo, o ex-botafoguense foi, corretamente, expulso. Já entre Boca Juniors x Cruzeiro e Valencia x Juventus, ambos na quarta-feira,19, os acontecimentos são inexplicáveis. Apesar de terem acontecido em competições diferentes, continentes diferentes, mesmo sendo Conmebol ou UEFA, os erros que os árbitros fizeram durante estes dois jogos são fatos alarmantes para o futebol. Veja, primeiro, o lance de Cristiano Ronaldo, este, sem ajuda do VAR.

Após expulso, Cristiano Ronaldo saiu de campo chorando. Sabendo que o lance não havia sido com gravidade suficiente para tirá-lo da partida.O fato ocorreu pela Champions, competição da UEFA, que tem muito brilhantismo, gourmetização e “ótimo exemplo”, segundo muitos jornalistas brasileiros.

Já pela Libertadores, no jogo entre Boca Juniors e Cruzeiro, o mais inusitado aconteceu. O árbitro daquela partida, o paraguaio Eber Aquino consultou o VAR após uma falta ocorrida no jogo entre os atletas Dedé e Andrada. O responsável pelo árbitro de vídeo, Mário Diaz de Vivar, chamou Eber para consultar novamente aquela falta. Após conversas e o vídeo mostrado, Eber expulsou Dedé. Após a saída do defensor cruzeirense, o time brasileiro, que já perdia por 1 a 0, mas que era melhor na partida, acabou sofrendo o segundo gol e perdeu o jogo por 2 a 0.Confira:

Muito se mudou, menos a falha humana. Com chip na bola, o árbitro de vídeo ou qualquer outra tecnologia que venha para o futebol, os juízes ainda vão errar. E para falar a verdade, o futebol está sendo prejudicado com isso. A torcida fica eufórica. E neste raciocínio, é notório se dizer que o futebol moderno está, cada vez mais chato. Muito chato!

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