“Se vocês soubessem o que acontece na Libertadores ficariam enojados…”

Com a CBF sem força política, os clubes brasileiros são prejudicados

Parafraseando o lendário Gunther Schweitzer, que não escreveu nada disso, o que acontece na Taça Libertadores da América de 2018 é vergonhoso. Historicamente, a Conmebol nunca foi chegada a favorecer aos brasileiros e quando teve oportunidade, as equipes eram garfadas na competição, principalmente pela força políticas dos argentinos junto a confederação.

Apesar dos “erros”, nada de muito alarmante foi detectado nos últimos vinte anos até que Coronel Nunes resolveu aparecer. O atual presidente da CBF assumiu o lugar de Roberto Maria Marin, preso nos EUA por corrupção, e Marco Polo Del Nero, investigado pelo mesmo crime. Sem força política nem dentro do país, o mandatário resolveu piorar a situação dos brasileiros na América Latina.

O voto do Brasil no Marrocos para sede da Copa de 2026 – quando o combinado era votar na América do Norte – não foi digerido pela entidade que manda no futebol sul-americano. Ao que tudo indica, a crise só vai ter fim quando o Coronel Nunes, como gosta de ser conhecido, deixar o Conselho da Conmebol.

O Conselho é formado pelos 10 presidentes das associações nacionais de futebol da Conmebol. É a instância que toda todas as decisões importantes da entidade – como, por exemplo, apoiar formalmente os EUA na disputada pela Copa de 2026. Cada integrante do conselho recebe um salário mensal de US$ 20 mil.

Com isso, os “erros” contra as equipes brasileiras aumentaram consideravelmente, e a má vontade também. Sem força no conselho, o Santos foi denunciado por uma irregularidade com o uruguaio Carlos Sanchez , e foi decretado uma derrota por 3 a 0 no jogo de ida, quando havia terminado em 0 a 0. Na volta, o placar da ida foi repetido e o clube paulista foi eliminado. Fora isso, a partida não terminou no tempo regulamentar por conta de uma briga generalizada nas arquibancadas por conta da decisão da entidade.

Quando não poderia piorar, o Cruzeiro foi garfado na Argentina diante do Boca Juniors. Com a arbitragem tendenciosa desde o início do duelo, o clube mineiro sofreu na mão dos juízes. A cereja do bolo foi a expulsão estapafúrdia do zagueiro Dedé. Em uma dividida de jogo, o zagueiro da Seleção Brasileira cabeceou o queixo do goleiro Andrada, que apagou, e foi expulso após o árbitro consultar o VAR.

O debate em questão não é sobre erros da arbitragem, pois isso é normal, principalmente na América do Sul, pelo nível dos profissionais do apito. O que se é colocado em pauta é a birra da Conmebol com a CBF que estão atrapalhando os clubes brasileiros no maior torneio continental do mundo. Por exemplo, o atacante Ábila, do Boca Juniors, estava em condições irregulares para atuar na Libertadores, mas a entidade fez vista grossa para o erro.

Segundo a confederação, o Libertad, do Paraguai, acionou a Conmebol para relatar a irregularidade fora do prazo previsto no regulamento, de 24 horas após a partida. O Boca passou pelos paraguaios nas oitavas de final.

Com Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras vivos na competição e outros quatro argentinos (Boca, River, Indiependente e Atlético Tucuman), a confederação pode “facilitar” a vida dos hermanos devido a falta de força política da CBF, enquanto a AFA tem plenos poderes.

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