Cruzeiro x Corinthians: o jogo que foi a cara do futebol brasileiro

Vitória magra e jogo chato, esse foi o saldo da primeira partida da final entre Cruzeiro e Corinthians

Cruzeiro e Corinthians começaram a decidir o vencedor da Copa do Brasil 2018. O jogo, que perdeu certa visibilidade graças ao atual momento político do país, foi sofrível. As duas equipes foram a campo com o que tinham de “melhor”. Porém, quando você senta pra assistir a partida, logo de cara que ali não terá nada de melhor.

Os dois clubes são comandados por treinadores de diferentes gerações, mas tem carregam consigo uma mesma ideologia: “o medo de perder tira a vontade de ganhar”.

Mano Menezes tem em suas mãos um material relativamente bom o suficiente para apresentar um futebol mais agradável. Entretanto, o treinador, que comanda a equipe há mais de dois anos, continua sem demonstrar avanço na produção da equipe.

Do lado corintiano, Jair Ventura, recém chegado ao cargo, não engrenou, tem um time muito inferior ao de seu rival. Contudo, teima em montar um esquema que o deixa sem força ofensiva na partida. O camisa 10 de Ventura, em campo, é um falso 9, que além de não conseguir atuar em sua função de original -que até o faz relativamente bem- não consegue dar dinâmica na posição na qual vem sendo escalado. O treinador do Corinthians insiste em deixar Pedrinho, a única peça com capacidade de mudar o jogo com apenas um toque(como fez na semifinal contra o Flamengo) no banco de reservas e utiliza o jovem em um curto espaço da partida.

Mano e Jair são responsáveis diretos pelo péssimo jogo no primeiro confronto da final. Todavia, eles não são os únicos treinadores que deixam a desejar no futebol brasileiro. Enquanto a Copa do Brasil é decidida por duas equipes que parecem ter medo de vencê-la, o campeonato brasileiro é liderado por um time que chegou a liderança com seu time B, que é mais forte do que muito outros clubes pelo país, mas que não deixa de escancarar o buraco negro no qual vai afundando o nosso futebol.

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