O River Plate de Gallardo mostrou mais uma vez a força que vem do treinador

Quando se configurou o confronto entre Grêmio e River Plate, o “senso comum” do futebol já sabia que seria um duelo de dois ótimos treinadores. Vencedores em seus clubes, tanto como jogadores quanto no banco de reservas, ambos passavam confiança aos seus torcedores de que daria para enfrentar o rival numa disputa franca.

Renato Gaúcho e Marcelo Gallardo tem estilos parecidos. Os dois treinadores gostam de propor o jogo, de ter a posse da bola e de encurralar o adversário, independente do local, adversário ou situação na competição. E não foi diferente nos dois jogos das semifinais da Copa Libertadores.

O primeiro confronto foi marcado por um Grêmio sem medo, atacando e sofrendo pouco e que saiu com o resultado a favor de forma justa. No segundo, jogando longe do Monumental e precisando reverter o resultado, o River propôs o ritmo do jogo durante quase toda a partida.

Não foi a primeira vez, a frente do River em uma libertadores, que El Muñeco teve que “correr atrás do prejuízo”. Em 2015, no tricampeonato millonario, o jogo contra o Cruzeiro foi emblemático. Após perder em casa por 1 a 0, os argentinos dominaram totalmente a raposa dentro do Mineirão e saiu do estádio com um 3 a 0 indiscutível.

Em 2017 a remontada foi ainda mais impressionante. Após perder o primeiro confronto das quartas-de-final para o Jorge Wilstermann por 3 a 0, fora de casa, o jogo dentro de Buenos Aires parecia protocolar. Porém, o time de Gallardo é especialista em viradas incríveis e assim foi. O impressionante 8 a 0 marcou a maior virada da história da competição e colocou o time de Nuñez nas semifinais de 2017.

Ao final do jogo os jogadores do River Plate festejaram a classificação dentro da Arena do Grêmio

O Grêmio não subestimou o River, não entrou de salto alto, muito menos brincou na partida, mas não soube decidir quando foi preciso, e isso é fundamental quando se tem pela frente um rival do mesmo porte.

O River entra fortalecido para a final e agora espera, para a grande final, o seu maior rival ou o time que tem o melhor elenco do continente. Seja quem for o adversário ele sabe que enfrentará um time cascudo que está na palma da mão de seu treinador.

O ciclo de Gallardo em números

224 Jogos
116 Vitórias
63 empates
45 derrotas
368 Gols Pró
198 Gols Contra
61,2% de aproveitamento
12 finais
8 títulos: 5 internacionais 3 nacionais
40/48 em mata-mata
2 finais e 1 semifinal em 4 Libertadores

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