Ao mandar o jogo para Madri, a Conmebol desconhece a própria história

A partida decisiva acontecerá no Santiago Bernabéu

A Copa Libertadores da América de 2018 será decidida pelos argentinos River Plate e Boca Juniors no dia 9 de dezembro, em Madri, no estádio Santiago Bernabéu, às 17h30 (de Brasília).

Após o empate em 2 a 2 no primeiro jogo, na La Bombonera, o ônibus que levava o Boca Juniors até o Monumental para o duelo de volta foi atacado com pedras e paus. Ao tentar intervir, a polícia de Buenos Aires atirou gás de pimenta na multidão, o que acabou por atingir também os jogadores e a comissão técnica do Boca.

A decisão de 2018 seria a última em jogos com mando de cada um dos finalistas, mas a entidade sul-americana optou por “antecipar” a final em campo neutro e mandará seu jogo para os europeus.

De certo modo, a confederação fez o que queria desde o início, pois a mudança dos jogos para aos sábados a tarde foi justamente para ser em horário nobre europeu.

Por razões de segurança, o jogo não poderia ser disputado na Argentina. Como este cenário já estava se desenhando na véspera, a Conmebol recebeu várias ofertas de cidades interessadas em receber o jogo.

Desconhecimento da história

Talvez, a Conmebol não tenha se atentado ao fato de que o nome da competição, LIBERTADORES DA AMÉRICA, é em homenagem aos líderes que lutaram pela independência dos países da América do Sul.

A Taça Libertadores da América tem esse nome em homenagem aos lideres da independência dos países latino-americano, sendo eles:

  • General Antonio Sucre (libertador da Bolívia)
  • Bernardo O’Higgins (libertador do Chile)
  • Dom Pedro I (proclamou a independência do Brasil)
  • José de San Martín (libertador do Peru e a Argentina)
  • Simon Bolívar (libertador da Venezuela, Equador e Colômbia)

Simón Bolívar ganhou o apelido de El Libertador após um acontecimento bem mais turbulento do que o Grito do Ipiranga: após um período de exílio na Colômbia, Bolívar e sua tropa invadiram a cidade de Mérida, na Venezuela, no dia 23 de maio de 1813, dando início à independência daquele país.

Tudo começou em 1958 no Rio de Janeiro no Congresso das Confederação Sul-americana de Futebol (CSF), a ideia era fazer um torneio que reunisse os campeões de cada país num único campeonato.

Dessa forma, a Espanha, que dominava a maioria dos países do continente de forma violenta (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Venezuela) será palco da final mais representativa da história da competição. Sim, o Reino que dominou o continente por muito tempo receberá a maior decisão, o maior clássico e ficará com o “ouro local”, como eles vieram buscar no começo do século passado.

Em mais uma decisão errada, a Conmebol joga a culpa para os vândalos que cometeram aqueles crimes, mas mostra a incapacidade de gerir algo do tamanho da competição.

Enfim, a final que todos queriam acompanhar já não será mais tão atrativa e a Conmebol mostra que a competição mais importante do continente tem um futuro nebuloso pela frente.

Em tempo: fiquem com o trabalho de faculdade do meu parceiro, Abreu Neto, em que o professor pediu algo simples, ele fez esse vídeo e o mestre achou ruim por parecer muito profissional.

 

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