Com Gabigol e Arrascaeta, o Flamengo muda completamente de patamar

As altas cifras envolvendo as contratações flamenguistas surpreendem

Enfim, o poderio financeiro de clubes brasileiros vão aumentando e equipes competitivas vão sendo montadas no âmbito nacional.

Apesar do dinheiro ficar concentrado em poucas mãos e ter uma distribuição completamente desigual, praticamente igual a sociedade na qual estamos inseridos, a situação para 2019 promete uma elevação técnica das competições nacionais.

Após anos se reestruturando, organizando as finanças e se planejando para conquistar títulos de expressão, a gestão Bandeira de Mello saiu sem levantar o número de taças previstas. O único troféu conquistado fora dos dois campeonatos cariocas foi a Copa do Brasil, ainda em 2013, no início da gestão do último presidente.

Para 2019, a oposição à gestão de Mello, capitaneada por Rodolfo Landim, venceu as eleições prometendo acabar com o “cheirinho” e investir pesado no futebol em busca da Taça Libertadores.

Com as conquistas administrativas e o poderio financeiro adquirido ao longo dos últimos anos, o Flamengo começou a temporada gastando cifras milionárias para reforçar o setor ofensivo.

Com Diego não caindo nas graças da torcida no último ano, a torcida Rubro-negra pedia a saída ou a contratação de um meia para suprir o seu posto. Sem fáceis opções no mercado, o alvo foi o uruguaio Arrascaeta, meia do Cruzeiro.

Após uma longa e polêmica novela, inclusive com o jogador faltando treinamentos na Toca da Raposa, o Rubro-Negro decidiu aumentar o percentual de compra para 75% do meia uruguaio e não vai mais herdar a dívida de aproximadamente € 4 milhões (R$ 17 milhões) do Cruzeiro com os clubes Defensor e Atenas, da época da contratação em 2015. Os valores giram em torno de € 15 milhões (R$ 63,7 milhões) mais comissões.

Meia era ídolo cruzeirense e marcou o gol do título da última Copa do Brasil

No ataque, assim como em 2018, o Flamengo apostou na contratação do artilheiro da última edição do Campeonato Brasileiro. O centroavante da vez era Henrique Dourado. O ‘Ceifador’ foi artilheiro do Brasileirão pelo Fluminense, mas não encantou os rubro-negros.

Para acabar com essa sina, o Flamengo acertou com Gabigol. Sem sucesso na Europa, por Internazionale e Benfica, o jovem voltou ao Santos e foi artilheiro do Brasileirão. Com os italianos, o Fla fechou o empréstimo sem custo, mas o Rubro-Negro será responsável pelo pagamento integral dos salários do atacante: 3,5 milhões de euros livres por ano – cerca de R$ 15 milhões (R$ 1,25 milhão por mês).

Apesar da semelhança nas contratações, Gabigol é bem mais completo que Dourado. Tem qualidade para sair da área e até atuar em várias posições do ataque.

 

Com as duas contratações, o Flamengo muda totalmente de patamar. Caso permaneça com Diego, a linha de frente rubro-negra será a mais forte do país, pelo menos nos nomes.

Atual elenco do Flamengo

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